12 comparativos.
Uma sequência.
Matemática da Corrupção — apresentação

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Matemática da Corrupção Uma análise comparativa baseada em dados públicos.
GOVERNOS DO PT: 2003–2016 e 2023–2026 (aprox. 17 anos e 8 meses). GOVERNO BOLSONARO: 2019–2022 (4 anos).
O QUE SERÁ COMPARADO? Desvios e acordos de ressarcimento; uso de recursos públicos; processos e condenações; investigações e operações; patrimônio declarado; transparência e acesso à informação; governança e indicações; resultados eleitorais.
COMO LER ESTA AUDITORIA? Os dados são apresentados lado a lado, com indicação do período, fonte e metodologia. Diferenças de natureza jurídica ou metodológica são identificadas quando existentes. A análise utiliza apenas dados públicos de instituições oficiais e reportagens de veículos jornalísticos.
FONTES: TSE, STF, TCU, CGU, PF, MPF, IBGE, Ipea, Banco Central e outras bases públicas. NOTA: Dados não substituem o julgamento do leitor.
Comparativo de desvios: critérios idênticos

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COMPARATIVO DE DESVIOS: CRITÉRIOS IDÊNTICOS Valores associados a investigações, acordos de colaboração/leniência e esquemas institucionais.
LAVA JATO — cerca de R$ 22 bilhões: valores recuperados/comprometidos em acordos de colaboração e leniência relacionados à Lava Jato. BANCO MASTER — até R$ 60 bilhões: ressarcimento buscado/negociado por PF e PGR nas investigações sobre as fraudes do Banco Master e na colaboração de Daniel Vorcaro, em 2026.
MENSALÃO — R$ 101 milhões: valor associado ao esquema julgado na AP 470 pelo STF. ORÇAMENTO SECRETO (RP9) — R$ 53,5 bilhões: recursos autorizados por emendas de relator entre 2020 e 2022; mecanismo posteriormente declarado incompatível com a Constituição pelo STF.
R$ 60 bilhões = 2,7 vezes os cerca de R$ 22 bilhões da Lava Jato.
NOTA METODOLÓGICA: Os valores não representam necessariamente dinheiro já recuperado nem são equivalentes juridicamente. O valor de até R$ 60 bilhões refere-se ao ressarcimento buscado/negociado no caso Banco Master; os cerca de R$ 22 bilhões referem-se a valores associados a acordos da Lava Jato. A comparação é de escala financeira, não de equivalência jurídica.
FONTES indicadas no card: CGU, MPF, STF, Senado Federal, Portal da Transparência, PF/PGR e Folha de S.Paulo (Banco Master, 2026).
Cassações municipais: distribuição partidária

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CASSAÇÕES MUNICIPAIS: DISTRIBUIÇÃO PARTIDÁRIA Perda de mandato de prefeitos eleitos em 2020 — levantamento publicado em março de 2024, com dados até aquele momento. TOTAL DO LEVANTAMENTO: 96 prefeitos eleitos em 2020 haviam perdido o mandato. PT: 2 prefeitos cassados — 2,1% do total. DEMAIS PARTIDOS: 94 prefeitos cassados — 97,9% do total. Esta categoria reúne partidos de diferentes orientações ideológicas e não deve ser interpretada como um total de direita/centro. PRINCIPAIS PARTIDOS COM PREFEITOS CASSADOS (NÚMEROS ABSOLUTOS): MDB 14; PSDB 14; PL 11; PSD 11; PP 10; outros partidos, excluindo o PT e as cinco siglas destacadas, 34. A soma dos grupos é 96. O QUE SÃO ESSAS CASSAÇÕES? São decisões da Justiça Eleitoral relacionadas à perda de mandato por motivos previstos na legislação eleitoral, incluindo irregularidades de candidatura, abuso de poder e outras infrações. IMPORTANTE: Cassações municipais não são uma medida direta de corrupção de um governo federal. O levantamento descreve a distribuição partidária dos mandatos perdidos; não demonstra relação causal entre ideologia partidária, governo federal e cassações. Os percentuais de PT e demais partidos são calculados sobre o total de 96 casos reportados. FONTES: levantamento publicado pelo jornal O Globo em 4 de março de 2024, baseado em informações do TSE e eleições suplementares.
Parlamentares sob investigação

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PARLAMENTARES SOB INVESTIGAÇÃO Snapshot comparativo do Congresso em 2022 — não é uma soma acumulada dos governos.
BASE DE LULA (PT): 23 de 142 parlamentares (16%) respondiam a algum tipo de inquérito, acusação criminal, questão eleitoral ou improbidade administrativa no levantamento de 2022. BASE DE BOLSONARO: 51 de 187 parlamentares (27%) respondiam a algum tipo de inquérito, acusação criminal, questão eleitoral ou improbidade administrativa no levantamento de 2022.
DESTAQUE PARTIDÁRIO: 12 de 56 deputados do PT respondiam a processos; 21 de 77 deputados do PL respondiam a processos.
O card apresenta a proporção de parlamentares com pendências judiciais no levantamento e a relação de 1,69x entre as bases comparadas.
COMO LER? O levantamento considera inquéritos, acusações criminais, questões eleitorais e ações de improbidade. Responder a investigação ou processo não implica culpa.
IMPORTANTE: Os números são um retrato da composição parlamentar de 2022 e não devem ser tratados como total acumulado de cada governo.
FONTE indicada no card: Congresso em Foco (levantamento publicado em 10/09/2022); consultas a STF, STJ, Justiça Federal, Justiça Eleitoral e tribunais estaduais.
Evolução do patrimônio declarado

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EVOLUÇÃO DO PATRIMÔNIO DECLARADO Valores informados à Justiça Eleitoral nas eleições de 2018 e 2026.
LULA: patrimônio declarado de R$ 7,99 milhões em 2018 para R$ 4,78 milhões em 2026 — redução de 60% em termos reais. FLÁVIO BOLSONARO: patrimônio declarado de R$ 1,74 milhão em 2018 para R$ 8,19 milhões em 2026 — crescimento de 370% nominal e de 210,8% em termos reais.
PATRIMÔNIO DECLARADO ≠ RENDA ≠ ENRIQUECIMENTO ILÍCITO. As declarações de bens à Justiça Eleitoral registram os bens informados pelo candidato e não permitem, isoladamente, concluir sobre a origem dos recursos ou sobre eventual enriquecimento ilícito.
NOTA METODOLÓGICA: o card compara declarações de bens das eleições de 2018 e 2026 e apresenta variações nominais e reais. FONTE indicada no card: TSE — DivulgaCandContas, declarações de bens das eleições de 2018 e 2026.
Principais casos de corrupção e desvios investigados

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PRINCIPAIS CASOS DE CORRUPÇÃO E DESVIOS INVESTIGADOS Comparação de valores associados a investigações, acordos, ressarcimentos e mecanismos orçamentários — contextos jurídicos distintos.
LAVA JATO — R$ 22 bilhões: desvios em contratos de obras e serviços. BANCO MASTER — R$ 60 bilhões: fraudes financeiras e gestão de ativos. PETROBRAS — R$ 4 bilhões: desvios e irregularidades em contratos. FRAUDE NO INSS — R$ 6,3 bilhões: desvios em benefícios e descontos indevidos. MENSALÃO — R$ 101 milhões: compra de apoio parlamentar. RACHADINHAS — R$ 1,1 bilhão: desvio de salários de assessores. ORÇAMENTO SECRETO (Mensalão 2.0) — R$ 7,8 bilhões: distribuição de recursos públicos para apoio político. ORÇAMENTO SECRETO — R$ 19,4 bilhões: distribuição de recursos públicos sem critérios de transparência para apoio político. BNDES — R$ 1,3 bilhão: financiamentos irregulares a grupos nacionais e internacionais. JOIAS — R$ 0,25 bilhão: recebimento e tentativa de venda de presentes oficiais.
TOTAL DOS PRINCIPAIS CASOS: R$ 23,8 bilhões no conjunto à esquerda e R$ 87,0 bilhões no conjunto à direita. O card afirma que os principais casos do bolsonarismo somam mais de 3,6 vezes o valor dos principais casos dos governos do PT.
NOTA: valores associados a investigações, denúncias e acordos divulgados por órgãos oficiais e pela imprensa. As naturezas jurídicas dos casos são distintas e os valores não representam necessariamente dinheiro já recuperado.
FONTES indicadas no card: MPF, TCU, STF, CGU e PF, incluindo referências à Lava Jato, Petrobras, Mensalão, Orçamento Secreto, BNDES, fraude no INSS, rachadinhas, Banco Master e joias.
Combate à corrupção

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COMBATE À CORRUPÇÃO Ações, investigações e resultados institucionais.
GOVERNOS DO PT: expansão dos mecanismos de controle, da transparência e fortalecimento das instituições de combate à corrupção. GOVERNO BOLSONARO: enfraquecimento das instituições de controle, interferências políticas e aumento da impunidade.
OPERAÇÕES DA POLÍCIA FEDERAL: 2.365 entre 2003 e 2016 e 2023–2026 (aumento de 81% em relação a 2019–2022); 503 entre 2019 e 2022 (redução de 62% em relação a 2003–2016).
CONDENAÇÕES POR CORRUPÇÃO E CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: 3.815 na Lava Jato e em outras operações; 697 no período comparado do governo Bolsonaro.
ACORDOS DE LENIÊNCIA COM EMPRESAS: 129, resultando em R$ 24,8 bilhões em multas e ressarcimentos; 4 acordos, totalizando R$ 1,1 bilhão em multas.
SERVIDORES PÚBLICOS DEMITIDOS POR CORRUPÇÃO: 1.138 entre 2003 e 2016 e 2023–2026; 334 entre 2019 e 2022 (redução de 49% em relação ao período anterior, em média anual).
ÍNDICE DE PERCEPÇÃO DA CORRUPÇÃO: 38 posições de melhora entre 2003 e 2024; 5 posições de piora entre 2019 e 2022.
O card também afirma fortalecimento da CGU, da Lei de Acesso à Informação e da participação social no controle dos recursos públicos; e aponta tentativas de enfraquecimento da CGU, aparelhamento de órgãos de controle e perseguição a servidores e investigadores no governo Bolsonaro.
FONTES indicadas: Ministério da Justiça/relatórios da PF; Conselho Nacional de Justiça; CGU; Transparência Internacional. Nota do card: os dados se referem aos períodos indicados e as categorias analisadas utilizam fontes oficiais e relatórios independentes.
Resultados econômicos em perspectiva

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RESULTADOS ECONÔMICOS EM PERSPECTIVA Principais indicadores — governos do PT (Lula 1, Lula 2, Dilma e Lula 3) x governo Bolsonaro.
PIB: média anual de 2,5% em 2003–2016; 3,0% em 2023–2025; 1,4% em 2019–2022. O card também destaca PIB de 3,2% em 2023, 3,4% em 2024 e 2,5% em 2025.
DESEMPREGO: taxa anual média de 11,7% em 2003–2016; 5,6% em 2025, indicada como a menor taxa anual da série histórica da PNAD Contínua; 9,3% em 2022, no período Bolsonaro.
INFLAÇÃO (IPCA): média anual de 6,3% em 2003–2016; 4,6% em 2023–2025; 6,2% em 2019–2022.
DÍVIDA BRUTA DO GOVERNO GERAL: 69,5% do PIB em 2016; 78,7% do PIB em 2025; 72,0% do PIB em 2022. O card observa que 2020 foi um evento extraordinário de pandemia que elevou a dívida pública em todo o mundo.
NOTA METODOLÓGICA: 2026 ainda não está fechado; para comparação anual, o último ano completo usado é 2025. Indicadores têm metodologias e contextos próprios; associação temporal não prova causalidade.
FONTES indicadas: IBGE — Contas Nacionais e PNAD Contínua; IBGE — IPCA; Banco Central do Brasil — Estatísticas Fiscais.
Controles e instituições: mais fortes ou mais fracos?

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CONTROLES E INSTITUIÇÕES: MAIS FORTES OU MAIS FRACOS? Como funcionaram os órgãos de controle e a transparência em cada período.
CGU — governos do PT: fortalecida, com maior estrutura, orçamento e autonomia; ampliou auditorias, parcerias e mecanismos de controle social. Governo Bolsonaro: enfraquecida, com troca frequente de dirigentes, redução da autonomia e tentativas de interferência política.
POLÍCIA FEDERAL — governos do PT: atuação intensa e independente, com grandes operações (Mensalão, Lava Jato) e investigações de alto impacto. Governo Bolsonaro: interferências políticas, troca de comandos e pressão sobre investigações, com relatos de tentativas de aparelhamento.
MINISTÉRIO PÚBLICO — governos do PT: atuação independente, com avanços institucionais e protagonismo em investigações de corrupção. Governo Bolsonaro: pressões, tentativas de limitar sua atuação e ataques públicos a procuradores.
STF — governos do PT: protagonismo no julgamento de grandes casos de corrupção e no fortalecimento da institucionalidade democrática. Governo Bolsonaro: alvo constante de ataques, com tentativas de deslegitimar suas decisões e enfraquecer sua autoridade.
TRANSPARÊNCIA — governos do PT: avanço da Lei de Acesso à Informação (LAI), maior disponibilização de dados públicos e criação de mecanismos de transparência. Governo Bolsonaro: retrocessos, aumento de informações classificadas, sigilos de 100 anos e restrição de acesso a dados públicos.
CONTROLE SOCIAL — governos do PT: ampliação da participação da sociedade civil, da imprensa e de organizações independentes no monitoramento dos recursos públicos. Governo Bolsonaro: deslegitimação de ONGs, jornalistas e movimentos sociais, com ataques à liberdade de imprensa e tentativas de intimidar críticos.
SÍNTESE DO CARD: no período do PT, as instituições de controle foram mais fortalecidas, resultando em mais investigações e punições; no governo Bolsonaro, houve enfraquecimento e tentativas de aparelhamento.
FONTES indicadas: Transparência Internacional (Índice de Percepção da Corrupção), CGU, Ministério da Justiça, STF, relatórios da Polícia Federal, relatórios do Ministério Público, organizações da sociedade civil e imprensa. Nota: comparação baseada em dados públicos e relatórios nacionais e internacionais.
Transparência: o que os dados revelam

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TRANSPARÊNCIA: O QUE OS DADOS REVELAM Marcos institucionais e uso de sigilos na administração pública.
CRIAÇÃO DO PORTAL DA TRANSPARÊNCIA — 2004. Lançado pela CGU, tornou públicos dados sobre gastos, contratos e transferências. REGISTROS EM SIGILO — 2019–2022: registros de sigilo de até 100 anos identificados entre 2019 e 2022: 1.108.
LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO (LAI) — 2011. Sancionada em 2011 e em vigor desde 2012, ampliou o direito de acesso da sociedade a dados públicos. NEGATIVAS DE ACESSO À INFORMAÇÃO — 413 negativas consideradas indevidas pela Transparência Brasil, com uso do argumento de proteção de dados pessoais.
ACESSO CONCEDIDO, 2012–2014: 76,4% dos pedidos respondidos tiveram acesso concedido (229.335 pedidos respondidos; 76,43% com acesso concedido). DAS NEGATIVAS INDEVIDAS, 2015–2022: 80% das 513 negativas indevidas identificadas entre 2015 e 2022 ocorreram durante o governo Bolsonaro.
TEMPO MÉDIO DE RESPOSTA, 2012–2014: 12 dias. ACESSO CONCEDIDO EM 2022: 71,5% dos pedidos respondidos tiveram acesso concedido (110.578 pedidos respondidos; 79.092 com acesso concedido — 71,53%). DADOS ABERTOS, 2011–2016: ampliação da base de dados em formato aberto e reutilizável (+380%). TEMPO MÉDIO DE RESPOSTA EM 2022: 53 dias.
SÍNTESE DO CARD: o período do PT ampliou a transparência, com mais dados disponíveis e maior acesso da sociedade. Já no governo Bolsonaro, houve aumento de sigilos, negativas de informação e prazos mais longos para resposta.
FONTES indicadas: CGU — Portal da Transparência e relatórios; Lei nº 12.527/2011; Transparência Brasil — levantamento sobre negativas de acesso; relatórios da LAI de 2014 e 2022.
NOTA: a restrição de até 100 anos refere-se a dados pessoais prevista no art. 31 da LAI, e não a uma classificação geral de sigilo. Os períodos comparados são distintos e não representam médias de mandatos completos.
Indicações e controle de estatais em números

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INDICAÇÕES E CONTROLE DE ESTATAIS EM NÚMEROS Quem ocupou cargos estratégicos e quais regras orientaram as nomeações?
MILITARES NA ADMINISTRAÇÃO — governos do PT (2003–2016 e 2023–2025): 2.765 militares em cargos civis na administração federal; média anual indicada no card: 158. Governo Bolsonaro (2019–2022): 6.157 militares em cargos civis na administração federal; média anual indicada no card: 1.539. Os números são atribuídos a levantamentos do TCU.
ESTATAIS — governos do PT: 1.092 nomeações seguindo a Lei das Estatais e critérios técnicos de governança; média anual indicada no card: 64. Governo Bolsonaro: 3.410 alterações legislativas em 2022 flexibilizaram regras de indicação, reduzindo exigências da Lei das Estatais; média anual indicada no card: 853.
CARGOS ESTRATÉGICOS OCUPADOS POR INDICAÇÃO POLÍTICA — governos do PT: 3.271 em conselhos de administração e diretorias de estatais; média anual indicada no card: 192. Governo Bolsonaro: 7.892; média anual indicada no card: 1.973.
REGRAS DE GOVERNANÇA — governos do PT: aplicação da Lei das Estatais (Lei nº 13.303/2016), com exigência de quarentena, lista de vedações e critérios técnicos. Governo Bolsonaro: alterações legislativas em 2022 reduziram exigências de quarentena, facilitaram indicações políticas e enfraqueceram a governança.
PONTO CENTRAL: ambos os governos realizaram nomeações políticas, mas a presença de militares e o número de indicações em cargos estratégicos foram significativamente maiores no governo Bolsonaro.
FONTES indicadas: TCU — levantamento sobre militares na administração pública; acórdãos e relatórios sobre indicações em estatais; Lei nº 13.303/2016; Presidência da República e Câmara dos Deputados — proposições e alterações legislativas de 2022. Nota: considera cargos em estatais federais e militares em funções civis na administração.
Síntese da auditoria cívica

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SÍNTESE DA AUDITORIA CÍVICA Principais números dos dois períodos, lado a lado.
CRESCIMENTO DO PIB — média anual indicada no card: 2,5% em 2003–2016; 3,0% em 2023–2025; 1,3% em 2019–2022.
DESEMPREGO — taxa de desocupação: 11,7% em 2016 e 5,6% em 2025; 11,8% em 2019 e 9,3% em 2022. O card indica que 5,6% em 2025 é a menor taxa da série da PNAD Contínua desde 2012.
INFLAÇÃO (IPCA) — médias anuais indicadas no card: 6,3% em 2003–2016; 4,6% em 2023–2025; 6,2% em 2019–2022.
DÍVIDA BRUTA DO GOVERNO GERAL — 69,5% do PIB em 2016; 78,7% do PIB em 2025; 73,4% do PIB em 2022.
TRANSPARÊNCIA / ACESSO À INFORMAÇÃO — 76,4% de acesso concedido aos pedidos respondidos em 2012–2014; 71,5% de acesso concedido em 2022; o card também destaca 1.108 registros de sigilo de até 100 anos e 413 negativas consideradas indevidas no período 2019–2022.
PRESENÇA MILITAR NA ADMINISTRAÇÃO — 1.794 militares em funções/cargos militares específicos em 2016 (Ipea); 6.157 militares exercendo funções civis na administração pública federal em 2020 (TCU).
O QUE OS DADOS MOSTRAM? Os indicadores econômicos, fiscais, de transparência e composição da administração apresentam diferenças importantes entre os períodos; cada número deve ser lido dentro de sua metodologia e contexto. O QUE ESTÁ EM JOGO? A capacidade de controle institucional, transparência, governança pública, desempenho econômico e composição da administração federal.
NOTA METODOLÓGICA: metodologias e universos distintos; os números não são diretamente equivalentes. A associação temporal não prova causalidade. 2026 ainda não é ano completo; a síntese econômica usa 2025 como último ano fechado.
FONTES indicadas no card: CGU/Portal da Transparência e Lei de Acesso à Informação; IBGE — IPCA; Banco Central — Dívida Bruta do Governo Geral; Ipea — presença militar na administração pública; TCU — levantamento sobre militares na administração pública federal.
